Coretos Cruzeiros e Fontanários

Freguesia de Olho Marinho

Coreto de Olho Marinho

O coreto existente no Largo Joaquim Marta (junto aos "Olhos d'' Água"), foi edificado em 1920, graças à dinâmica de um grupo de entusiastas da música, pouco depois de ter sido formada a Banda Filarmónica do Olho Marinho, liderada por Manuel Rodrigues Tocha e Gregório Simão, tendo em vista a angariação de fundos destinados a levar por diante esta obra.

Na década de 1950, o coreto foi alvo de uma importante intervenção destinada a melhorar a cúpula que se apresentava muito danificada, sendo nessa altura substituída pela atual.

Cruzeiros do Olho Marinho

A povoação do Olho Marinho caracteriza-se pela existência de um significativo número de cruzeiros em pedra (6), de várias dimensões, todos eles com cerca de dois séculos. Símbolos da religiosidade das gentes locais, crê-se contudo que a sua proliferação se relacione também com certas superstições populares, na medida em que quase todos os cruzeiros do Olho Marinho se situam nas encruzilhadas dos caminhos.

O cruzeiro mais antigo data de 1727 com um significativo conjunto de motivos religiosos esculpidos na pedra. Este cruzeiro em pedra está localizado na Rua Imaculado Coração de Maria. Entre os diversos motivos religiosos, merece uma vez mais destaque a estrela de seis pontas, vários corações, algumas letras alusivas a Cristo e a palavra "PASO". A cerca de cem metros de distância, no sentido norte, no cimo de um afloramento rochoso junto a uma habitação, existe outro cruzeiro, que não está datado, com uma simbologia semelhante à que foi descrita anteriormente.

No Largo da Fonte existe um outro cruzeiro, de grandes dimensões, esculpido em 1870 por José Luís Canteiro, cujas faces, apresentam alguns motivos religiosos e uma dedicatória do autor, alusiva ao Imaculado Coração de Maria. Na rua Professor Roque Duarte, no sentido da povoação Pó, situa-se um outro cruzeiro, datado de 1877, sem simbologia ou quaisquer motivos religiosos.

Existem ainda mais dois cruzeiros de pedra, sem data e sem quaisquer simbologias esculpidas, localizados na rua da Cruz e no cruzamento da rua Principal com a rua da Arieira.

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